
Não estava nas nossas intenções falar tão cedo de António Cerqueira. Mas a sua renúncia para a Assembleia Municipal de Vila Verde é um facto incontornável.
Já nos tinham garantido que tal iria acontecer mas não queríamos acreditar.
Tínhamos intenção de falar, como afirmámos, sobre a distribuição dos pelouros na Câmara Municipal de Vila Verde. Temos muita e fidedigna informação sobre esta matéria. Mas só quando tivermos a certeza absoluta do que nos dizem é que passamos à publicação.
A grande consequência dessa renúncia é para o próprio e para o CDS/PP. António Cerqueira tinha uma muito má imagem fora do Concelho e alguma simpatia dentro do Concelho. Com esta atitude deu um tiro na cabeça. Matou-se politicamente. E como já tínhamos afirmado o CDS/PP até tinha tido uma boa votação.
O actual CDS/PP de Vila Verde vai acabar. Ficará na Câmara o Sérgio Alves e aguardámos pela liderança na Assembleia Municipal. Ao contrário do que se insinua, considerámos que Sérgio Alves assumirá o seu compromisso com os Vilaverdenses até ao fim.
Não estamos a vê-lo a desistir e a ter entrado em jogadas para dar o lugar ao seguinte da lista
Mas os actuais dirigentes, se o CDS/PP não quiser desaparecer, vão ser forçosamente substituídos. Esses dirigentes do CDS não conseguem fazer acordos com o PSD. Como se verificou a maioria absoluta esteve por um fio. Perspectiva-se para as próximas eleições a possibilidade do CDS/PP ter poder de facto.
O CDS pode ir coligado com o PSD e assim ganhar as eleições, ou ir sozinho e posteriormente coligar-se com o PSD (o PSD não terá maioria como é mais do que provável e pode mesmo perder as eleições).
Ora, o actual CDS/PP está disposto a fazer acordos com o PS, mas não com o PSD. Mais, o actual CDS/PP preferia a vitória do PS à do PSD. Ora isso não corresponde à génese do CDS/PP. Deste modo concluímos com segurança, ou o CDS/PP muda radicalmente de liderança, ou o CDS/PP deixará de contar no xadrez político de Vila Verde.