
O primeiro texto que consensualizamos é naturalmente o da análise dos resultados autárquicos. O PSD governa com uma maioria que obteve por milímetros e em cima da meta. O PS tem dois vereadores mas subiu muito em relação às anteriores. O CDS regressa ao executivo camarário com um vereador.
Para nós a surpresa das eleições foi o Luís Filipe Silva. É simpático, tem boa imagem, agarrou os jovens. Acrescentou votos ao PS dando-lhe a maior votação de sempre. Para surpresa nossa podia ter ganho se se tivesse rodeado de outras figuras. As más companhias foram mesmo o seu grande problema.
Teve ainda a dificuldade de concorrer às assembleias de freguesia o que valoriza ainda mais o resultado obtido. O PS obteve um resultado desastroso nas europeias, bom nas legislativas e muito bom nas autárquicas. Fica deste modo a convicção de que o PS tem uma larga margem de progressão.
O CDS também teve um bom resultado. O Sérgio Alves conseguiu uma boa votação apesar de ter aparecido tarde e da campanha ter sido personalizada no Candidato à Assembleia Municipal, António Cerqueira. A possibilidade de uma boa votação depreendia-se do resultado das legislativas.
A desilusão destas eleições foi o PSD. A máquina laranja mobilizou mas a mensagem não passou. Faltou entusiasmo, juventude. Sobrou arrogância, vaidade e convencimento.
Altos dirigentes do PSD diziam que a oposição iria ter dificuldade em eleger um vereador. Um excesso de convencimento a que se juntou a existência de listas fortes a praticamente todas as assembleias de freguesia e que na cabecinha de alguns era o suficiente para colocarem a barriguinha (ainda que seja grande) à sombra da bananeira.
Altos dirigentes do PSD diziam que a oposição iria ter dificuldade em eleger um vereador. Um excesso de convencimento a que se juntou a existência de listas fortes a praticamente todas as assembleias de freguesia e que na cabecinha de alguns era o suficiente para colocarem a barriguinha (ainda que seja grande) à sombra da bananeira.
Depois do resultado das eleições europeias nada fazia prever a queda nas legislativas e nas autárquicas. Os sinais dados depois do resultado das eleições são preocupantes para o PSD. Tínhamos do Vilela uma imagem de rigor. Mantemos.
Mas fazer obras em cima da repetição das eleições na Vila de Prado é contraproducente e sinal de pouca ética e de diminuta sobriedade política.
Mas fazer obras em cima da repetição das eleições na Vila de Prado é contraproducente e sinal de pouca ética e de diminuta sobriedade política.
Dizer que o PSD reforçou a sua votação nestas eleições é uma anedota que o descredibiliza. Os passos que ele der agora são aqueles que o tornam líder ou refém.
Veremos a distribuição que sairá dos pelouros. A partir dessa distribuição ficaremos a saber se ele é efectivamente o líder ou se é o número dois que lidera.
É público que se fazem apostas sobre essa distribuição sobretudo a partir do momento em que um interessado já anunciou aos seus amigos, que nem são de Vila Verde, os pelouros que vai manter.
Voltaremos com uma análise escrita depois de conhecida a distribuição dos pelouros.